


Gosto muito de coser à máquina. Há qualquer coisa naquele correr rápido da linha que me vicia. Assim como "craftar" todos os dias. É um prazer, uma terapia. Entendo agora as gerações de mulheres que dedicaram horas do seu tempo livre aos lavores no final de um dia de trabalho doméstico repetitivo e árduo. Saberes que foram passando de mães para filhas.
Aprendi também com alguns ensinamentos da minha mãe, mas considero-me sobretudo uma autodidacta. A minha curiosidade em aprender, sempre me levou a procurar e a tentar fazer teimosamente sózinha. Por tentativa e erro. E aprende-se muito desta forma. Hoje em dia gostava de fazer formação nesta área. Para ter mais conhecimentos técnicos.
É curioso que o boom do artesanato urbano ( não gosto desta designação ), criou uma série de apetências e despoletou a vontade de recuperar velhas tradicões de manufactura, sem preconceitos. Se o saldo deste fenómeno seguir este caminho já valeu a pena.
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