


Descobri recentemente este livro "
Portugal-A Geografia do Fatalismo ", já editado há oito anos, num escoamento de stock de um hipermercado. Uma pechincha. Belíssimas imagens acompanhadas da narrativa desencantada do autor. Quem conhece o interior do país revê esse Portugal envelhecido, onde o tempo parou há muitos anos. Aonde ainda não chegou toda a panóplia de artifícios e tecnologia que nos ligam ao mundo global. Aonde a nossa identidade cultural ainda vai resistindo, para o bem e para o mal.
Esta semana, comecei a acolchoar um quilt que aguardava no cesto há mais de um ano. Fi-lo com baeta de algodão e à máquina. Correu muito mal esta experiência apesar da minha boa vontade e optimismo inicial. Pelo peso que uma peça desta dimensão possui, torna-se muito difícil manobrá-la na máquina, conseguir um ponto perfeito e um quilt sem deformações evidentes. Isto leva-me a pensar que devia ter feito os workshops da
Rita aqui no Porto.
Vou refazê-lo e desta vez vou acolchoá-lo pacientemente à mão. Réstias da nossa portugalidade?