

Por vezes, quando leio o blog da Graça não posso deixar de sorrir pelo seu enamoramento pela vida no campo de tão próxima que é a sua realidade da minha. As imagens que mostra despertam-me os sentidos, quase poderia também sentir o cheiro de algumas delas de tal forma me são familiares.
A nossa opção de vida, a mudança da cidade para o campo foi uma boa escolha. Depois de anos a viver numa cidade como o Porto, neste momento não trocava esta forma de vida por nada. Por muito aquilo que as cidades tenham para oferecer. E a vertigem destas há muito que deixou de fazer sentido para nós. É por aqui que encontramos aquele tronco velho e gasto pelo tempo, ou aquela pia em granito para os animais e que agora adquiriu novas funções, ou o senhor Manuel que continua a andar na sua velha bicicleta já peça de museu com quase tantos anos como ele. Ou o prazer de colher tangerinas frescas directamente da árvore e estas saberem verdadeiramente a fruta e o vizinho com os seus sadios 90 anos oferecer e deixar na janela um molho de grelos. Bem como usar os produtos da terra, sem recorrer ao hipermercado e assim dar um pequeno contributo para a sustentabilidade ao ajudar o produtor. Ou estarmos em casa com a música alta a qualquer hora do dia, sem os condicionalismos das regras de conduta que são necessárias quando se tem vizinhos. Aqui sinto-me mais próxima daquilo a que chamam liberdade.
Vida simples é boa.








