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14.1.10

vintage

Máquina de costura singer++

Era este o estado em que se encontrava a velha máquina de costura Singer da minha mãe. Pronta a colocá-la no lixo em época de mudanças tive eu a sorte de a resgatar e poder ficar com ela. Para mim é um tesouro e faz parte do meu imaginário de criança. Foi nela que fiz as minhas primeiras tentativas para coser tecidos. Falhadas devo dizer. Era preciso alguma destreza para que a agulha e o pedal funcionassem bem. Foi ela a culpada da minha aversão pela costura. Muitos anos mais tarde na minha primeira máquina de costura eléctrica voltei a ganhar o gosto e o prazer pelas linhas. E ainda não desisti de tentar trabalhar com esta.

Estas fotografias têm dois anos. Neste momento está restaurada, como nova. Só falta o arranjo da mesa em ferro fundido para começar a funcionar como no passado. Difícil foi mesmo encontrar alguém que faça este tipo de trabalho hoje em dia.


11.1.10

a preto e branco

+
bobi nº 3

Há muito tempo que não fazia um destes. Este molde é um dos primeiros que fiz quando descobri que gostava de fazer bonecos. Tenho muitos mais na gaveta, daquela altura, quem sabe um dia destes vêem a luz do dia.

A loja está actualizada.


7.1.10

vida simples

vida simples
vida simples

Por vezes, quando leio o blog da Graça não posso deixar de sorrir pelo seu enamoramento pela vida no campo de tão próxima que é a sua realidade da minha. As imagens que mostra despertam-me os sentidos, quase poderia também sentir o cheiro de algumas delas de tal forma me são familiares.

A nossa opção de vida, a mudança da cidade para o campo foi uma boa escolha. Depois de anos a viver numa cidade como o Porto, neste momento não trocava esta forma de vida por nada. Por muito aquilo que as cidades tenham para oferecer. E a vertigem destas há muito que deixou de fazer sentido para nós. É por aqui que encontramos aquele tronco velho e gasto pelo tempo, ou aquela pia em granito para os animais e que agora adquiriu novas funções, ou o senhor Manuel que continua a andar na sua velha bicicleta já peça de museu com quase tantos anos como ele. Ou o prazer de colher tangerinas frescas directamente da árvore e estas saberem verdadeiramente a fruta e o vizinho com os seus sadios 90 anos oferecer e deixar na janela um molho de grelos. Bem como usar os produtos da terra, sem recorrer ao hipermercado e assim dar um pequeno contributo para a sustentabilidade ao ajudar o produtor. Ou estarmos em casa com a música alta a qualquer hora do dia, sem os condicionalismos das regras de conduta que são necessárias quando se tem vizinhos. Aqui sinto-me mais próxima daquilo a que chamam liberdade.

Vida simples é boa.


2.1.10

por aí

good books
vista alegrebordalo pinheiro Vista Alegre

Quase todos os anos visitamos a Fábrica da Vista Alegre, situada na cidade de Ílhavo, à procura de uma pechincha. O espaço permanece razoavelmente preservado e reúne a antiga fábrica de porcelana, a igreja matriz, as habitações dos antigos trabalhadores, o museu, a loja e o outlet. Coexistia autónoma no início do século XIX como uma mini-cidade. Respira-se ainda aquela atmosfera mágica de outros tempos debaixo dos plátanos seculares e da imponente arquitectura da época.

Este ano encontrámos a famosa louça de Bordalo Pinheiro à venda na loja outlet. O motivo desta ligação de fábricas diferentes foi-me explicado pela senhora da caixa. Para impedir a falência da empresa Bordalo Pinheiro, esta foi comprada por um grupo económico juntamente com a Vista Alegre. É por isso que é urgente acarinharmos e comprarmos o que é português para não deixarmos morrer a nossa identidade...
Encantam-me particularmente nos Bordalos as temáticas da flora e fauna, a paleta de cores e o acabamento perfeito das peças.


Este livro e este comprados na Fnac, tornaram-se a minha bíblia e leitura de cabeceira. São essencialmente compostos por entrevistas a quem escolheu o networking e o trabalho criativo como forma de vida alternativa ao mainstream. São percursos de sucesso ou simples aspirações a este lifestyle, com muita vontade de singrar naquilo que se gosta mesmo muito de fazer.


E ainda, lembram-se deste desafio? Enviem-me fotografias da vossa autoria, das minhas peças até ao fim deste mês e a melhor imagem ganhará a baggy bag nº 50.

As vossas fotos poderão ser vistas aqui.