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22.2.12

* as vozes do silêncio *

Museu Ferroviário - Núcleo Museológico | Macinhata do Vouga | óis da ribeira Museu Ferroviário - Núcleo Museológico | Macinhata do Vouga | Museu Ferroviário - Núcleo Museológico | Macinhata do Vouga | Museu Ferroviário - Núcleo Museológico | Macinhata do Vouga | Museu Ferroviário - Núcleo Museológico | Macinhata do Vouga |

Silenciosa, a voz daqueles que não a têm.

Vão encerrar a Linha do Vouga. Em Janeiro não o fizeram, mas tem os seus dias contados. Dizem que dá prejuízo, que não é sustentável. Dizem. As carruagens continuam a transportar os habitantes das aldeias que vão à "cidade" tratar de assuntos e os utilizadores diários que as usam como meio de transporte para irem trabalhar.

O comboio  continua a circular. Até ver.

O icónico Vouguinha vai deixar de servir as populações de aldeias sem alternativas ao comboio. Virão os autocarros com pneus carecas em terceira mão, comprados a países desenvolvidos, que substituirão as feias carruagens grafitadas que circulam actualmente. Mas nem sempre foi assim. O comboio era bonito e imponente. À volta dele existia uma certa aura de romantismo. De encontros e desencontros. De sangue, suor e lágrimas. Da dureza da vida, no tempo do fascismo. Porque o tempo confere às memórias uma  tonalidade suave, por muito dura que a realidade tenha sido.

A mítica automotora a vapor que circulava a 20 quilómetros à hora, encheu as histórias da minha infância, contadas pela minha mãe, utilizadora diária da linha. A paisagem bucólica de um Portugal rural do interior nos anos 50/60 e as suas gentes, eram descritos em relatos pitorescos por quem viu e ouviu muitas histórias em alguns anos de linha. Histórias estas que prefiro guardar na memória, ao invés das notícias  de mais uma linha, que vai morrer por falta de visão e investimento.

No Verão passado fizémos um pequeno troço antes que esta seja desactivada, desde o apeadeiro de Cabanões até Águeda.  Visitámos algumas estações  e apeadeiros até ao fim da linha, Sernada do Vouga, esta última com uma estação em muito bom estado mas com o espaço envolvente que serve para depósito de carruagens, muito degradado.

Pelo meio ficou a visita ao bonito  Museu Nacional Ferroviário no Núcleo Museológico de  Macinhata do Vouga, com um espólio considerável e em bom estado de conservação. As imagens que aqui deixamos mostram as velhas glórias.

A galeria de imagens aqui.


3 comentários:

  1. Tenho saudades das poucas viagens que pude fazer na linha da Póvoa de Varzim, até S. Pedro de Rates... Cada vez temos um país mais afastado dele próprio e das sua população! Assim se perdem ligações importantes, físicas e históricas, é muito triste o que se tem feito por cá!

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  2. Olá...
    As fotografias estão fantásticas...
    Que saudades do meu Vouga !;)

    Gostaria de saber se estaria interessada em partilhar a sua foto da bicicleta no nosso blog athousandbikes.blogspot.com. A ideia e de ter 1000 fotos de bicicletas, uma por dia. Se estiver interessada, contacte-me via email, mendoncarolina@gmail.com

    Bjinhos
    Carolina

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