



Chegou o Verão, época do ano que não aprecio particularmente, pois não posso apanhar sol. O que não é problema nenhum para mim actualmente, pois arranjo alternativas para desfrutar desta estação, como sair de manhã cedo ou só ao fim da tarde. Evito sempre as horas de calor intenso. E uso protector solar o ano todo, quer chova ou faça sol. Isto para quem passou a infância e a adolescência literalmente a tostar ao sol, é um pouco estranho e foi complicado no início mudar os hábitos de 28 anos de vida. Parece que nos condenam a um plano existencial muito diferente do comum dos mortais. Porque a maioria das pessoas aproveita o sol de Verão seja na praia ou no campo.
Todos os roteiros de férias que impliquem praia estão assim fora do meu alcance. As revistas femininas nesta altura do ano esmeram-se em apontar destinos paradisíacos pré-formatados onde o sol é um ingrediente básico, e a segredarem fórmulas mágicas de emagrecimento rápido, formas de depilação inovadoras, técnicas e cremes novos anti-celulite, protectores solares, bem como fornecerem uma panóplia de artigos relacionados com o Verão. E não se cansam de reforçar os cuidados a ter com o sol.
Não podia deixar passar esta data em branco que para mim é sinónimo de um recatamento anunciado. Agora já não me custa nada. Existe algo de mágico em Agosto, numa cidade vazia de gente e mais silenciosa, percorre-se com um olhar mais atento e acreditem que há sempre algo para descobrir e saborear com o devido tempo.
Começa oficialmente o Verão. Hoje.